quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Votação da PEC do diploma é adiada mais uma vez por falta de quórum
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Após adiamento, PEC do diploma é levada para votação no Senado
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Sindicato de Jornalistas de São Paulo toma decisão pelega
A decisão foi tomada neste mês pela Diretoria Plena do SJSP e será levada para reunião da Federação Nacional dos Jornalistas com a intenção de ser implantada em todo país.
Peleguisse. Não há nenhuma outra palavra melhor que peleguisse para qualificar a decisão do SJSP. Com o ato, o Sindicato ratifica o nefasto julgamento do Supremo Tribunal Federal que derrubou, em 17 de junho de 2009, a exigência do curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. Julgamento jocoso, com direitos a piadas do ministro Gilmar Mendes e que favorece os grandes veículos de comunicação.
Exigir qualificação de jornalista não é coibir a liberdade de expressão, é bom destacar. Qualquer um pode emitir sua opinião em jornais, revistas, sites, TVs e rádios. Agora, fabricar notícia é necessário formação. Por várias razões. Dentre elas, para dar qualidade ao produto do profissional e – por que não? – para reservar mercado (já bastante concorrido), assim como acontece em outras profissões, como a de advogado.
A exigência de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão existia no Brasil há 40 anos. Foram quatro décadas de profissionalização e de conquistas de direitos que ainda hoje são violados.
Mas o pior de tudo é que a desunião da categoria está cada vez mais enfraquecendo a profissão. Nem o próprio sindicato está do lado do profissional e, sim, dos patrões.
Fonte: Blog do Paraíso
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
CCJ aprova exigência de diploma para exercício do jornalismo
O relator Maurício Rands (PT-PE), votou pela admissibilidade da proposta e das apensadas, PEC 388/09, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), e PEC 389/09, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), ambas com o mesmo objetivo.
Em junho, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o diploma não poderia ser exigível para o exercício do jornalismo, por entender que isso constituiria ofensa ao princípio da liberdade expressão e informação.
Liberdade de informação
O relator concorda com a argumentação do autor da PEC, que não vê ofensa ao principio constitucional da liberdade de informação. Ele citou a justificativa da proposta para basear seu relatório.
"O dispositivo constitucional, não obstante ser bastante objetivo quando assevera que nenhuma lei poderá conter dispositivos que possam causar embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, não deixa à margem de suas preocupações a necessidade de observância de determinadas qualificações profissionais que a lei estabelecer", explica.
Na mesma linha, afirmou, foi o voto divergente do ministro do ST Marco Aurélio Mello, que chamou a atenção para a necessária capacitação do jornalista. "O jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral", disse o ministro.
Rands afirmou ainda que a alteração constitucional proposta não revoga o direito ao integral exercício e reconhecimento profissional, inclusive sindical, de todos os jornalistas possuidores de registro precário.
Tramitação
A proposta será analisada agora por comissão especial a ser constituída. Se aprovada pela comissão, será votada pelo Plenário em dois turnos, com quorum mínimo para aprovação de 308 deputados.
Fonte: Agência Câmara
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Zenaldo Coutinho (PSDB) apresenta voto contrário à PEC dos Jornalistas
A estratégia da ANJ e de deputados conservadores é impedir que a PEC dos Jornalistas seja analisada e aprovada na CCJ. A tática ficou evidenciada quando na semana passada alguns dos mais importantes jornais do país romperam o silêncio sobre o assunto, dedicando parte de seus editoriais apenas à opinião da Presidente da ANJ, Judith Brito.
Autor da PEC dos Jornalistas, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) classificou como um tipo de “censura” tanto a prática da grande mídia, que restringe o acesso ao debate quando concede espaço somente a uma versão dos fatos, como a tentativa de barrar a votação da Proposta na CCJ. “É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discuss& atilde;o. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da Proposta, o que considero uma prática anti-democrática”, critica.
Pimenta informa ainda que, juntamente com o relator da PEC dos Jornalistas na CCJ, deputado Maurício Rands (PT-PE), com a líder da Frente Parlamentar em defesa do diploma na Câmara, deputada Rebeca Garcia (PP-AM), o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) e membros da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), será estabelecida uma prática de trabalho para colocar em votação, na próxima quarta-feira (4), a Proposta na Comissão. No mesmo dia, os deputados Paulo Pimenta, Maurício Rands e Rebeca Garcia serão recebidos pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para discutir uma alternativa à decisão do dia 17 de junho da Suprema Corte brasileira.
ATENÇÃO, COLEGAS JORNALISTAS!!
Vamos cobrar nosso direito dos deputados que fazem parte da CCJ.
Podemos começar mandando e-mails para eles. Veja abaixo os endereços:
dep.chicoalencar@camara.gov.br, dep.robertosantiago@camara.gov.br, dep.marceloortiz@camara.gov.br, dep.wolneyqueiroz@camara.gov.br, dep.vieiradacunha@camara.gov.br, dep.silviocosta@camara.gov.br, dep.sergiopetecao@camara.gov.br, dep.sandrarosado@camara.gov.br, dep.pompeodemattos@camara.gov.br, dep.marcosmedrado@camara.gov.br, dep.marciofranca@camara.gov.br, dep.gonzagapatriota@camara.gov.br, dep.evandromilhomen@camara.gov.br, dep.eduardolopes@camara.gov.br, dep.franciscotenorio@camara.gov.br, dep.chicolopes@camara.gov.br, dep.flaviodino@camara.gov.br, dep.betoalbuquerque@camara.gov.br, dep.cirogomes@camara.gov.br, dep.williamwoo@camara.gov.br, dep.vicpiresfranco@camara.gov.br, dep.solangeamaral@camara.gov.br, dep.romulogouveia@camara.gov.br, dep.zenaldocoutinho@camara.gov.br, dep.ricardotripoli@camara.gov.br, dep.robertomagalhaes@camara.gov.br, dep.renatoamary@camara.gov.br, dep.paulomagalhaes@camara.gov.br, dep.mendoncaprado@camara.gov.br, dep.jutahyjunior@camara.gov.br, dep.onyxlorenzoni@camara.gov.br, dep.moreiramendes@camara.gov.br, dep.josemaiafilho@camara.gov.br, dep.majorfabio@camara.gov.br, dep.robertomagalhaes@camara.gov.br, dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br, dep.jorginhomaluly@camara.gov.br, dep.joaocampos@camara.gov.br, dep.jairoataide@camara.gov.br, dep.joaoalmeida@camara.gov.br, dep.humbertosouto@camara.gov.br, dep.indiodacosta@camara.gov.br, dep.fernandocoruja@camara.gov.br, dep.edsonaparecido@camara.gov.br, dep.carlosmelles@camara.gov.br, dep.felipemaia@camara.gov.br, dep.brunoaraujo@camara.gov.br, dep.efraimfilho@camara.gov.br
dep.vitaldoregofilho@camara.gov.br, dep.vilsoncovatti@camara.gov.br, dep.vicentearruda@camara.gov.br, dep.wilsonsantiago@camara.gov.br, dep.tadeufilippelli@camara.gov.br, dep.sandromabel@camara.gov.br, dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br, dep.sandesjunior@camara.gov.br, dep.rubensotoni@camara.gov.br, dep.ricardobarros@camara.gov.br
dep.regisdeoliveira@camara.gov.br, dep.paulorattes@camara.gov.br, dep.paulomaluf@camara.gov.br, dep.pastorpedroribeiro@camara.gov.br, dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br, dep.odiliobalbinotti@camara.gov.br, dep.paeslandim@camara.gov.br, dep.miguelcorrea@camara.gov.br, dep.osmarserraglio@camara.gov.br, dep.nelsontrad@camara.gov.br, dep.mendesribeirofilho@camara.gov.br, dep.marialuciacardoso@camara.gov.br, dep.maurobenevides@camara.gov.br, dep.mariadorosario@camara.gov.br, dep.mauricioquintellalessa@camara.gov.br, dep.luizcouto@camara.gov.br, dep.marceloitagiba@camara.gov.br, dep.leoalcantara@camara.gov.br, dep.marceloguimaraesfilho@camara.gov.br, dep.joseguimaraes@camara.gov.br, dep.marcalfilho@camara.gov.br, dep.magela@camara.gov.br, dep.joaomagalhaes@camara.gov.br, dep.josementor@camara.gov.br, dep.jaimemartins@camara.gov.br, dep.josegenoino@camara.gov.br, dep.ibsenpinheiro@camara.gov.br, dep.joseeduardocardozo@camara.gov.br, dep.hugoleal@camara.gov.br, dep.joaopaulocunha@camara.gov.br, dep.georgehilton@camara.gov.br, dep.jeffersoncampos@camara.gov.br, dep.fatimabezerra@camara.gov.br, dep.gersonperes@camara.gov.br, dep.eduardoamorim@camara.gov.br, dep.geraldopudim@camara.gov.br, dep.dr.rosinha@camara.gov.br, dep.emilianojose@camara.gov.br
dep.eduardocunha@camara.gov.br, dep.deciolima@camara.gov.br, dep.colbertmartins@camara.gov.br, dep.celsorussomanno@camara.gov.br, dep.cironogueira@camara.gov.br, dep.carloswillian@camara.gov.br, dep.carlosbezerra@camara.gov.br, dep.arnaldofariadesa@camara.gov.br, dep.augustofarias@camara.gov.br, dep.aracelydepaula@camara.gov.br, dep.antoniocarlosbiscaia@camara.gov.br, dep.bonifaciodeandrada@camara.gov.br, dep.arnaldomadeira@camara.gov.br, dep.aroldedeoliveira@camara.gov.br, dep.alexandresilveira@camara.gov.br, dep.antoniocarlospannunzio@camara.gov.br, dep.bonifaciodeandrada@camara.gov.br, dep.domingosdutra@camara.gov.br, dep.eliseupadilha@camara.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
CCJ adia votação da PEC dos Jornalistas
O autor da PEC, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), e o relator da Proposta na Comissão, deputado Maurício Rands (PT-PE), informaram que vão propor a inversão da pauta, na próxima terça-feira (27), para que a PEC dos Jornalistas esteja como prioridade na sessão da CCJ da próxima quarta-feira (28).
O deputado Paulo Pimenta afirmou que mantém a confiança de que o Congresso Nacional dará celeridade à tramitação da Proposta e, mais uma vez, destacou que a mobilização social será fator determinante para o restabelecimento do diploma de jornalismo. A PEC dos Jornalistas já recebeu voto favorável do relator Maurício Rands, sob justificativa de que o texto não fere os princípios da Constituição Federal.
Fonte: http://www.paulopimenta.com.br/noticias/index.php?id=3437&idcategoria=6
domingo, 18 de outubro de 2009
PEC sobre diploma de jornalistas pode ser votada na próxima semana
O deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) explicou que pediu vista para aguardar o debate desta quinta-feira na comissão, em que foram ouvidos representantes das empresas do setor de comunicação, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), e a Ordem dos advogados do Brasil (OAB). "Mas na próxima semana a PEC estará pronta para entrar na pauta, dependendo do interesse dos deputados em votá-la", disse.
Há quatro meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a um, que o diploma universitário não é obrigatório para o exercício da profissão de jornalista. Segundo os ministros, a obrigatoriedade do diploma pode ferir a liberdade de expressão, um direito constitucional.
Colunas e artigos
Para o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, a regulamentação da profissão não limita o acesso aos meios de comunicação. Segundo ele, todos os dias, 40% do espaço editorial dos jornais é escrito por pessoas que não são jornalistas, mas que emitem opinião por meio de colunas e artigos assinados.
"Quem continua decidindo quem tem espaço para expressão nos veículos são os empresários, são decisões políticas, e a gente sabe muito bem disso", disse. Andrade citou a exclusão de políticos que são banidos de rádios e jornais locais, e questionou a decisão do Supremo.
A formação superior seria um critério democrático para a entrada nos veículos de comunicação, enquanto a outra opção seria autocrática, ou seja, o dono de um jornal ou TV decide quem vai ou não ser jornalista. "A prática profissional, o jornalismo, deve ser exercido por quem se habilita na teoria, se apropria de técnicas específicas e de uma ética determinada", defendeu.
A Fenaj trouxe alguns exemplos do que já está acontecendo. Um anúncio oferecia um curso de R$ 40 para quem quiser ser jornalista sem diploma, e um analfabeto conseguiu por decisão liminar o registro profissional da categoria.
Andrade disse que não é possível ver qualquer diferença nas últimas edições de grandes revistas, jornais e telejornais, que continuam contratando jornalistas técnicos formados por escolas de comunicação, mas no interior a realidade é diferente. "Se existe profissionalização no interior do Brasil, é porque havia uma lei, e a contribuição que as escolas deram no Brasil é enorme, principalmente ao moralizar essa atividade", completou.
Liberdade de expressão
O representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodrigo Kaufmann, argumentou que não se trata de uma decisão apressada do Supremo, que fez considerações sobre cláusulas pétreas, e decidiu que uma lei não pode criar uma limitação para um direito fundamental, como a liberdade de expressão. "A liberdade irrestrita para o exercício de jornalismo, é a consolidação de um entendimento que se tem há alguns anos", explicou.
O tribunal já havia argumentado na mesma linha em abril, segundo Kaufmann, quando decidiu revogar a Lei de Imprensa, que previa processos especiais para o direito de resposta, calúnias e difamações feitas pelos meios de comunicação.
Kaufmann admitiu que a maioria dos associados da entidade se coloca entre os que contratam jornalistas com diploma, mas que acima de tudo sejam profissionais preparados. No entanto, ele criticou a alteração da Constituição por meio da PEC, que classificou de "casuística", e que certamente o assunto será levado novamente aos tribunais. "A Câmara deve saber que a aprovação dessa PEC deve levar ao Supremo mais uma vez essa questão", alertou.
Fonte: Agência Câmara